Faz mais ou menos um ano que o mundo da música perdeu mais uma de suas divas : A nossa querida Amy Winehouse. Muitas homenagens foram feitas ao longo desse tempo, mas nada que pudesse acabar com a saudade que sentimos de sua bela voz e seu estilo rústico. Biografias, estátuas de bronze e um álbum póstumo estão mantendo a memória da cantora bastante viva. O que ninguém sabia era que o trabalho de Amy é muito mais extenso do que tudo isso.
Recentemente, o porta voz fiél da estrela, seu pai, disse que com as músicas e demos gravadas por sua filha poderão gerar mais dois discos póstumos. Para quem não se lembra, o último foi “Lioness: Hidden Treasures, que trouxe verdadeiros tesouros para os nossos ouvidos.
Mitch Winehouse falou que nem todas as canções criadas por Amy foram parar neste álbum: “Não sei se há assim muito mais canções, mas tenho a certeza que lançaremos mais um ou dois discos. Há muitas covers, muitas mesmo, mas não queremos enganar ninguém. Os fãs da Amy são muito importantes para nós e não queremos lançar lixo”.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Divina Intervenção
Há uma década, Rodolfo Abrantes trocou o papel de líder de uma das maiores bandas de rock do Brasil pelo Evangelho. Hoje, decreta sem olhar para trás: “O vocalista dos Raimundos morreu aos 27 anos”
No último mês de maio, em um pequeno palco sob uma tenda em uma rua residencial da cidade de Araucária, Paraná, Rodolfo Abrantes era o convidado especial do aniversário da Igreja Bola de Neve local. Enquanto o Raimundos, sua ex-banda, se apresentavam para cerca de 45 mil pessoas a 30 quilômetros dali, em Curitiba, Rodolfo se postava diante de aproximadamente 200 pessoas, em uma estrutura semelhante à de uma festa junina, com lona colorida e espetinhos de carne à venda para o público. Rodolfo tocou até quando a chuva permitiu – depois, a água acabou desligando os equipamentos. Antes disso, botou para pular algumas dezenas de adolescentes sem medo da chuva, com “Minha Maior Riqueza”, do álbum Santidade ao Senhor (2006), e “Saudade de Casa”, de Enquanto É Dia (2007).
“O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos”, decreta ele próprio, quando o encontro pela terceira vez em um mês, agora em São Paulo, sete dias após a morte de Amy Winehouse. Relembrando como o vi na outra ocasião, se apresentando em um palco simples no interior paranaense, aquela sentença faz todo sentido. Embora as roupas deste até coubessem naquele dos anos 90 – jaqueta preta de náilon, blusa de flanela xadrez, calça jeans e botas –, ali, sob frio e chuva, cantando sobre o que Deus fez em sua vida, fica evidente que o Rodolfo do Raimundos não existe mais. Então, quem é esse homem com físico de atleta, tatuagem forrando os braços e subindo pelo pescoço, guitarra pendurada quase na altura dos joelhos, que canta versos como “Só Jesus faz meu dia melhor/ Tu és o motivo de me sentir cada vez mais vivo/ Te chamo de pai, tu és tudo o que eu preciso/ Rei eterno e meu Deus vivo”?
Rodolfo Abrantes é hoje um missionário. Aos 39 anos, é membro da Igreja Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC), onde mora. Cita trechos da Bíblia com a facilidade de um teólogo veterano. Passa os finais de semana na estrada, acompanhado por sua banda atual e, na maioria das vezes, pela esposa, Alexandra, com quem está casado há dez anos. Desde então, tem o rock como um veículo para falar de Jesus. Durante a semana, pega onda e, sempre que precisa, realiza voluntariamente os cultos das quartas-feiras na igreja local. Para sua fase “zen-cristã-surfista”, a cidade do litoral catarinense é o cenário ideal. Seu sustento vem das vendas de CDs, cachês das apresentações e contribuições voluntárias das igrejas onde toca.
Encontro Rodolfo pela segunda vez em um sábado, 2 de julho, descarregando os próprios equipamentos em uma entrada lateral da Bola de Neve, em Curitiba. Ao seu lado, estão o baixista Victor Pradella, de longos dreadlocks, o baterista Anderson Kuehne “Xexéu” (“meus melhores amigos”, ele diria mais tarde) e um cinegrafista que registrou três dias na vida do ex-Raimundos para um programa de TV. Rodolfo e a banda são os convidados do aniversário de cinco anos do motoclube da igreja, com foco em ação social e na evangelização de seus pares.
Enquanto a igreja enche lá fora, Rodolfo relaxa jogando videogame no backstage. Victor, Xexéu e um amigo de Rodolfo, vindo de Camboriú, se revezam em partidas de Pro Evolution Soccer. Quando Rodolfo assume o joystick, os amigos se preparam para rir. Xexéu alerta: “Ele costuma ficar nervoso quando joga”. Com a seleção brasileira da Copa do Mundo de 2006, o vocalista enfrenta a Argentina. “O Gilberto Silva é uma velha”, solta, enquanto vê o meio-campo argentino botar na roda o brasileiro. A Argentina faz 1 a 0 e Victor e Xexéu gargalham. Mesmo com a derrota, a tensão se vai assim que o jogo acaba – depois do show, Rodolfo retoma o game e, enfim, vence os rivais. Antes de subirem ao palco, os três se juntam para uma última oração.
No show, Rodolfo intercala as músicas com mensagens rápidas à audiência: “Que a altura da nossa alegria seja proporcional à autenticidade da nossa adoração”. Ao sentir o clima favorável, após um tempo cantando o verso “Deus, vem derramar tua vida em mim”, ele olha para Victor e diz, duas vezes: “É agora”. Ali, se desfaz da guitarra e inicia a pregação, na qual repassa a sua história e aponta para os céus.
Nascido em 20 de setembro de 1972, no Distrito Federal, Rodolfo Gonçalves Leite de Abrantes cresceu em uma cidade cuja identidade ainda estava em formação. Filho de médicos paraibanos que migraram para a capital do país a fim de concluírem os estudos, ele estava fora do padrão: não tinha pais políticos ou diplomatas. O orgulho de ser brasiliense veio com a geração roqueira local, que ele viu nascer a algumas quadras da sua casa (em frente à do amigo guitarrista Digão), em um bar chamado Gilbertinho. Dali até o Raimundos, foi um pulo.
“Tudo o que sabiam de mim era ‘Rodolfo dos Raimundos’. E aquela coisa louca... parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo”, ele diz. “Fiquei muito diferente do que eu estava, não do que eu era. Porque aquele dos Raimundos não era o que eu era, mas o que eu estava.” Sentado no confortável sofá do backstage, ele se esforça para se explicar. “Deus foi me transformando; ele transforma a gente de dentro para fora. Então, hoje sou diferente do que eu estava, mas não estou diferente do que eu era.” A saída de Rodolfo do posto de frontman do Raimundos se deu uns cinco meses após sua entrada para a igreja, em 2001. E a tempestade de críticas deixou-o de guarda armada em um primeiro momento. “[À época] eu não dava entrevista, eu fazia a minha defesa. Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock”, ele lembra, emendando uma pergunta com uma resposta. “Meu, eu não posso fazer o que eu quiser da minha vida? Não, pelo jeito não."
Veja aqui o making of da matéria.
Articulado, Rodolfo fala sempre com aspecto pensativo, buscando uma linha de raciocínio que explique sua decisão, sustentado por suas próprias experiências – a restauração de um relacionamento em frangalhos, o abandono das drogas, a cura repentina de uma doença misteriosa e o desejo de agradecer eternamente a quem o curou. Sem rancor por quem o chamou de “louco” quando deixou uma das mais bem-sucedidas bandas de rock do país para se dedicar ao estudo da Bíblia, ele diz entender cada paulada recebida pela mudança. “Foi uma opção minha”, Rodolfo afirma, fazendo uma pausa dramática. “E tudo tem seu preço. Ouvi bastante e ainda ouço até hoje. Mas independentemente do que dizem pra você, a maneira como você reage é o que determina o quanto isso te afeta.” Incomodado com as críticas que recebeu, Rodolfo só sentia a necessidade de se explicar. “Ficava muito ofendido, queria me defender, me justificar. E quanto mais eu explicava, menos as pessoas entendiam.” Um dia, decidiu desencanar. “Parece que Deus eleva o meu pensamento: ‘Filho, olha mais de cima, tem um porquê esse barulho todo’. Parece que ele me permitiu chegar ao ponto mais alto da minha carreira pra, quando todo mundo pudesse me ver, me sacudir, começar a trabalhar em mim. Esse ato de Deus na minha vida despertou a atenção das pessoas pra Ele. De uma forma ou de outra, as pessoas pelo menos pararam para pensar a respeito. E isso já é positivo.” Uma busca pelo assunto na internet dá a temperatura da confusão que o ato causou nas cabeças dos fãs do Raimundos. “A internet é um lugar excelente para covarde se manifestar”, diz Rodolfo, ressaltando que nunca houve abordagem agressiva, cara a cara. Hoje, após dez anos sem se desviar do caminho que escolheu, ele tem certeza de que seu encontro com Deus não foi mera piração de uma cabeça fritada pelas drogas. “Permanecer [na fé] faz com que as pessoas tenham até mais respeito quando vêm falar algo, porque pensam: ‘Não é fogo de palha. Não é mais um artista que se converteu e saiu pelado em revista’.” Lá se vão dez anos de um outro Rodolfo. Nem falsas notícias sobre a possível volta ao Raimundos o incomodam. O boato mais recente surgiu na mesma semana em que ele se apresentou em Araucária, na mesma noite em que a ex-banda tocou em Curitiba. “Pelo menos duas vezes por ano me voltam pros Raimundos”, ele afirma, se referindo aos rumores como um desrespeito aos ex-colegas de grupo. “Se o cara é fã dos Raimundos, fã mesmo, respeita a banda como ela está.” Mas não foi sempre assim, calmo, que Rodolfo lidou com o tema. Se hoje ri das histórias, há cerca de dois anos quis dizer o que pensa. Ele afirma que havia até empresários envolvidos “falando de valores muito altos e... cara, eu não voltaria por valor algum. Não porque eu tenha algum problema com a banda. Amo os caras, não tenho problema com isso. É simplesmente uma postura da minha vida. Meu caminho é este, minha vida é falar de Jesus”.
A última vez em que Rodolfo esteve com os antigos parceiros de Raimundos foi em 2007, no velório do pai, em Brasília. O guitarrista, Digão, o baterista, Fred, e o baixista, Canisso, apareceram para oferecer os ombros ao amigo. Desde então não se falaram mais. “O Canisso tocou comigo no Rodox um tempo. A gente sempre se deu muito bem. Não que não me desse bem com os outros, mas parece que o Digão e o Fred ficaram muito magoados”, Rodolfo lembra. O tempo, ele acredita, trará cura a eventuais resquícios de problemas, deixando claro que, de sua parte, nunca houve mágoas. “Saí por minha causa, não por causa deles. Quando falo que não gosto do meu passado, não gosto de quem eu era.”
E aquele Rodolfo quem era? Segundo o próprio, um insatisfeito. Não havia quantidade de drogas ou sexo suficientes para torná-lo pleno. A maconha, diz, dava as coordenadas. “Acordava, fumava um. Antes de comer, fumava um. Depois de comer, fumava um. Se eu não tivesse nada pra fazer, fumava um. Se eu tivesse algo pra fazer, fumava um antes e um depois e, se pudesse, fumava um durante também.” Além da erva, usou também ácido, ecstasy e cocaína. “Mas meu negócio mesmo era o bagulho. E uma cervejinha.”
Rodolfo não credita o fato de ter deixado a banda à conversão à igreja, embora assuma que uma coisa esteja ligada a outra. “O que melhor explica a minha saída da banda é o fato de eu ter me tornado uma pessoa muito diferente da que estava naquela banda. Eu não cabia mais ali.” A fala moderada, calculada, desarma quem esperava um religioso pronto para o revide.
Esparramado no sofá, boné do Flamengo na cabeça, falando pacientemente enquanto o volume da passagem de som invade a sala, Rodolfo faz questão de afirmar que pautou suas escolhas pela coerência. “Se tem uma coisa que eu não mudei até hoje é o fato de que eu canto o que vivo. A doideira que eu cantava nos Raimundos era a doideira que eu vivia. Então, não tinha mais a cara de pau de cantar um negócio em que eu não acreditava, que eu não vivia [mais]. E aí, sim, entra o mérito de... por eu ter me entregado a Cristo. Porque eu comecei a viver uma vida nova, e ele começou a me transformar em quem eu deveria ser desde o princípio.”
Quem ele deveria ser desde o princípio, segundo o próprio Rodolfo, começou a ser forjado quando encontrou Alexandra, sua esposa. Em 1994, o Raimundos abriu a turnê Acid Chaos, que colocou Ramones e Sepultura para rodar o país. Ali, ele conheceu uma menina de 15 anos, professora de inglês em Balneário Camboriú, contratada pela produção para ser intérprete dos pais do punk. Realizando o sonho da adolescência, Rodolfo, então com 22, investiu em Alexandra por três dias e tudo o que conseguiu, além de um beijo, foi um número de telefone. “Com essa eu caso”, disse na época. “Era a mulher da minha vida”, ele afirma hoje. A promessa virou realidade. No início da década de 2000, já namorados, ela deixou Camboriú para morarem juntos em São Paulo. Mas as coisas saíram do prumo e as brigas eram diárias. Com a situação insuportável, Alexandra, que é filha de evangélicos, procurou uma pastora de quem, anos antes, havia ganhado uma Bíblia. A corrente de contatos a levou a uma igreja pentecostal na periferia da cidade e a um grupo de senhoras da igreja, daquelas de coques na cabeça e saias bem abaixo dos joelhos, que foram convidadas a orar na casa dos Abrantes.
Rodolfo conseguiu escapar das primeiras duas reuniões, mas não da terceira: em uma segunda-feira, deu de cara com as mulheres na porta do apartamento. As coisas começaram a mudar ali. A cura de uma doença estomacal e um chute nas drogas alguns meses depois deram início à nova fase.
Em pregação recente em uma igreja de Curitiba, Rodolfo relembrou um fato especial da época: após uma oração feita por uma das senhoras, caroços que cresciam em partes diferentes de seu corpo desapareceram. Foi a mesma pastora que havia dado a Bíblia a Alexandra quem lhe disse, enquanto orava com as mãos sobre ele: “Jesus está te livrando de um câncer”.
Em São Paulo, dias depois, reencontro Rodolfo no intervalo de um congresso realizado em uma igreja instalada onde antes havia a casa de shows Olympia – lugar no qual, muitos anos atrás, Rodolfo se apresentara frente ao Raimundos. Ele sugere uma lanchonete em uma loja de um supermercado, a duas quadras da sede da Bola de Neve, para retomar a conversa iniciada em Curitiba. Um casal o reconhece, mas não o aborda. Com um gorro enterrado na cabeça e a barba por fazer, como um coiote mexicano da fronteira com os Estados Unidos, Rodolfo já havia tomado lugar em uma das mesas.
Ele conta que, no dia 4 de fevereiro de 2001, fumou maconha pela última vez. Enquanto tragava, dizia para o cigarro: “Você é o último”. Tinha 27 anos. Depois daquele, jura nunca mais ter usado nada. O Rodolfo dos Raimundos morreu ali. “Quando eu parei de fumar maconha, aos 27... olha, que nem a Amy Winehouse!”, ele surpreende-se, comentando sobre a cantora recém-falecida: “É como se eu a conhecesse, porque eu vivi aquilo”.
Os primeiros a serem avisados da decisão de Rodolfo foram os pais, por telefone. O pai atendeu, a mãe correu para a extensão, como sempre fazia. Primeiro, avisou que estava noivo. Mas havia mais a ser dito: “Não uso mais droga”, conta, com os olhos marejados. E ele lembra do silêncio no telefone, antes do grito do pai: “‘E você usava, rapaz?’ Na hora, pensei: ‘Pô, eu só canto sobre isso, você já me buscou na delegacia duas vezes’”. Da mãe, ouviu os soluços pela extensão.
O rockstar deu lugar ao adulto família. E hoje se mostra um entusiasta convicto do casamento: “O Rodolfo casado é muito mais feliz do que o solteiro”, diz. A presença de um cinegrafista de televisão, a entrevista para a Rolling Stone e o convite para participar do programa Altas Horas, tudo em um prazo de três dias, são para Rodolfo um sinal de que é hora de dar um passo além. “A gente tem orado para Deus abrir cada vez mais portas para o ambiente fora da igreja, brother”, crê. Um álbum com inéditas, produzido por Ricardo Vidal, deve ser lançado em 2012. Sobre o novo desafio musical, ele diz querer encarar sem fazer concessões. “É um negócio de levar o que a gente está vivendo dentro da igreja para fora, sacou? Sem maquiagem.”
Para Rodolfo, o objetivo é mostrar o que Deus fez na vida dele e o que ele entende ser factível na vida de muitos. Nem que isso signifique enfrentar dificuldades, como a que encarou em uma cidade no interior da Bahia, em 2009. Convidado para realizar uma espécie de culto ao ar livre, ele estava com o pé imobilizado por uma contusão e se posicionou em uma praça vazia, no clima banquinho e violão. Naquela hora, o país assistia à final da Copa das Confederações entre Brasil e Estados Unidos. À distância, punks xingavam Rodolfo – “Só ouvia os palavrões de longe” – e cerca de dez evangélicos, fiéis ao pastor da igreja, acompanhavam o evento. “Apareceu um rasta com um baseado deste tamanho e começou a soprar a fumaça na minha cara. O palco era baixinho, e eu estava sentado”, ele conta. “Há algum propósito nisso?”, foi a pergunta que fez a si mesmo. Naquela hora, pregou e, segundo lembra, “um cara entregou a vida dele para Jesus”. Quando decidiu orar para encerrar a programação, fogos espocaram no céu: o Brasil acabara de virar a partida. “A galera ficou louca nos apartamentos em volta, uma gritaria.” Rodolfo entende o ocorrido como parte dos planos de Deus. “Jesus queria estar ali, mas então estava eu, e era daquele jeito que tinha de ser”, resume. “Experimentei grandes palcos, grandes festivais, e nada me fez tão feliz quanto o momento em que estava ali, de olhos fechados, adorando Ele.”
Rodolfo não escuta os antigos trabalhos de sua ex-banda, tampouco procura vídeos na internet para refletir sobre o passado. Quando esbarra com a sua imagem de dez, 15 anos atrás, macaqueando pendurado em um microfone, enxertando sotaque nordestino cheio de más intenções na emulação de punk e hardcore feita pelo Raimundos, não se reconhece. É como se, em seu lugar, sempre tivesse havido outro. São as mesmas características, mas outras pulsações.
“Cara, é algo muito estranho”, ele pensa, sorrindo. “É o mesmo nariz, algumas tattoos são as mesmas, mas eu não consigo me lembrar do que eu pensava. Tento imaginar o que me levou a falar aquilo.” É como se de fato aquele Rodolfo fosse outro, tal qual previsto na passagem bíblica registrada no segundo livro de Coríntios, capítulo 5, versículo 17: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas velhas já passaram e tudo se fez novo”. “É outra vida, brother”, ele decreta, calmamente. “Eu não consigo entender aquele cara.”
sexta-feira, 9 de março de 2012
Demos pertencentes a Joey Ramone serão lançadas nos EUA
Quando os Ramones inventaram uma nova forma de tocar punk, os amantes do bom e velho estilo musical não puderam reclamar e se tornaram verdadeiros fãs da banda. O tempo passou e o grupo foi sendo esquecido, assim como a maioria de suas canções que deixaram de ser mencionadas nos tabloides, pelo menos até o presente momento.
Até que enfim, uma boa descoberta. Uma coleção inédita de demos pertencentes ao maior compositor de músicas punks do mundo foi encontrada e está prestes a ser lançada no mês de maio nos EUA. Joey Ramone tinha um projeto solo conhecido por “Don’t Worry About Me” que estava para ser divulgado em 2002. Ele também escrevia as mais variadas canções para os próprios Ramones.
A coletânea tem exatamente 17 faixas e foi batizada de “Ya Know?” pelo cantor. As composições foram produzidas por Ed Stasium, que já havia trabalhado com o conjunto punk nos discos “Road To Ruin” e “Mondo Bizarro”. Os álbuns contaram com participações especiais vindas do rock’n'roll como a idolatrada Joan Jett, Richie Ramone e membros da banda Cheap Trick que eram velhos amigos de Joey.
Fonte: MTV
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A arte das musas II
Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Como "arte do efêmero", a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.
A música também pode ser definida como uma forma linguagem que se utiliza da voz, instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo à alguém.
Um dos poucos consensos é que ela consiste em uma combinação de sons e de silêncios, numa sequência simultânea ou em sequências sucessivas e simultâneas que se desenvolvem ao longo do tempo. Neste sentido, engloba toda combinação de elementos sonoros destinados a serem percebidos pela audição. Isso inclui variações nas características do som (altura, duração, intensidade e timbre) que podem ocorrer sequencialmente (ritmo e melodia) ou simultaneamente (harmonia). Ritmo, melodia e harmonia são entendidos aqui apenas em seu sentido de organização temporal, pois a música pode conter propositalmente harmonias ruidosas (que contém ruídos ou sons externos ao tradicional) e arritmias (ausência de ritmo formal ou desvios rítmicos).
A música também pode ser definida como uma forma linguagem que se utiliza da voz, instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo à alguém.
Recreação, desenho em mural por Charles Sprague Pearce.
A arte das musas
A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas)[1] é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma pré-organização ao longo do tempo.[2]
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
A criação, a performance, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas (e a sua recriação na performance), música improvisada até formas aleatórias. A musica pode ser dividida em gêneros e subgêneros, contudo as linhas divisórias e as relações entre géneros musicais são muitas vezes sutis, algumas vezes abertas à interpretação individual e ocasionalmente controversas. Dentro das "artes", a música pode ser classificada como uma arte de representação, uma arte sublime, uma arte de espectáculo.
Para indivíduos de muitas culturas, a música está extremamente ligada à sua vida. A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos[3], festas e funerais.
Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana.
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
A criação, a performance, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas (e a sua recriação na performance), música improvisada até formas aleatórias. A musica pode ser dividida em gêneros e subgêneros, contudo as linhas divisórias e as relações entre géneros musicais são muitas vezes sutis, algumas vezes abertas à interpretação individual e ocasionalmente controversas. Dentro das "artes", a música pode ser classificada como uma arte de representação, uma arte sublime, uma arte de espectáculo.
Para indivíduos de muitas culturas, a música está extremamente ligada à sua vida. A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos[3], festas e funerais.
Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana.
sábado, 15 de outubro de 2011
Evite os Malas
Eu toco guitarra há alguns bons anos e posso afirmar para vocês: musica se faz tocando e não falando. Ter um equipamento de primeira não prova a competência do cidadão;já vi grandes musicos arrasarem com equipamentos apenas razoáveis. Agora preste atenção:cada musico tem o seu estilo de tocar,todos possuem pontos altos e baixos e muita coisa ainda para melhorar,ninguem nasceu tocando!Evite comentarios idiotas,comparando estilos diferentes, fuja dos professores que ao invés de ensinar procuram exibir a sua técnica como se estivessem na frente do espelho.vire de costas para "amigos" que exigem uma performance sua incompativel com seu tempo de estudo.siga o seu ritmo, não se preocupe em impressionar os outros e sim a você mesmo.se você tem o dom seja musico, não musicólogo.....
sábado, 27 de agosto de 2011
Por Mônica Giardini (maestrina da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo)
Introdução à Expressão Musical
Quando um grupo aprende com um professor ou diretor experiente, que sabe bem a gramática musical e seus diferentes estilos e formas de expressão, é claramente visto que esse grupo de estudantes tem um bom desempenho de expressão, de acordo com o conhecimento do professor. Eles se esforçam em obter resultados mais agradáveis do que apenas tocar nota.
O aluno que, por fatalidade, não teve a chance de estudar com um bom professor, ou não terá a menor consciência da sua deficiência de expressão ou se sentirá incapaz de se expressar como os outros.
Para esse assunto, não se acha disponível muita biografia, pois não é fácil entender (ou sentir) simples nuances musicais pela escrita, necessitando de exemplos práticos de bons profissionais, sendo, inclusive, a verdadeira interpretação muito particular. Não dá para julgar o que é mais correto.
Mas eis aqui a primeira dica elementar que ajudará o iniciante a ter uma base do que deve praticar e observar em gravações.
Quando estiver realizando uma leitura à primeira vista, faça-a prestando atenção onde estão as tensões e os repousos da música. O iniciante não conhece harmonia, mas pode muito bem compreender toda a retórica (lógica) de uma leitura comum de um livro, buscando entender quando o sentido é de afirmação, exclamação, interrogação, reticências, virgula e conclusão, de acordo com a vontade de enfatizar mais ou menos uma idéia.
Por exemplo na frase:
- COMO você irá tocar isso?
- Como VOCÊ irá tocar isso?
- Como você IRÁ tocar isso?
- Como você irá TOCAR isso?
- Como você irá tocar ISSO?
Tocar com expressão significa tocar algumas notas mais fortes, com mais ênfase, e outras mais fracas, com as sutilezas de entonação de uma conversa. Colocar os acentos no lugar certo vai depender da habilidade do artista de procurar ouvir ao máximo e experimentar todas as possibilidades, até atingir uma maturidade lógica de expressão.
Isso só se tornara proveitoso se o aluno deixar de lado a preguiça, tiver concentração e clareza do que ele espera sentir em cada nota, raciocinar sobre o que não saiu bom e praticar muito até conseguir tocar com clareza de expressão e com sua própria lógica - ou seja, que ele saiba porque decidiu fazer assim.
Mesmo a criança que está aprendendo a emitir as primeiras notas no instrumento, com poucas informações, já deve criar o hábito de "cantar" com expressão.
Exemplo: Pede-se ao aluno para ler o seguinte trecho musical:
Publicado na Revista Weril n.º 122
terça-feira, 16 de agosto de 2011
É Proibido Pensar
Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Meras repetições
A extravagâncias vem de todos os lados
E faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
E é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquês universal
Se apossando do céus
Estão distantes do trono, caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Pra nos escravizar.
É proibido pensar
E faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados
Com suas canções
Estar de bem com vida é muito mais que renascer
Deus já me deu sua palavra
E é por ela que ainda guio o meu viver
Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graça
Negociando com Deus
No show da fé milagre é tão natural
Que até pregar com a mesma voz é normal
Nesse evangeliquês universal
Se apossando do céus
Estão distantes do trono, caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Pra nos escravizar.
É proibido pensar
É Proibido Pensar
Composição: João Alexandrequinta-feira, 11 de agosto de 2011
POLÍTICO X POLITIQUEIRO
o político tem a plena consciência de que foi eleito para servir o povo, satisfazer seus eleitores e atender aos anseios populares. Sendo assim, diletos leitores, o político é partidário da democracia. Por outro lado, o politiqueiro entende que é o dono do poder e, partindo de atitudes demagogicamente equivocadas e hipócritas, passa a impor suas vontades pessoais em detrimento das vontades de toda uma comunidade. Passa a agir como um déspota, deixando de lado todo e qualquer princípio fundado na democracia.
Sim, e não paramos por aí. O político é aquele que trata da coisa pública como se fosse uma extensão de seu patrimônio. O politiqueiro não tem noção do que significa “coisa pública”, sendo que por diversas vezes, se desfaz desse patrimônio feito aquele filho pródigo.
Podemos observar ainda que o político se esforça para atender às reivindicações públicas, mas quando isso não se torna possível, assume seus fracassos. Em contrapartida, o politiqueiro é um homem de várias facetas, sendo que escolhe qual delas vai usar para se livrar de uma responsabilidade.
O político sempre irá procurar cumprir a legislação vigente, sobretudo quando entender que tais regras refletem o justo. Assim, caso entenda serem injustas tais regras, certamente irá lutar para modificá-las, aperfeiçoá-las ou mesmo extinguí-las. Do outro lado, o politiqueiro irá tripudiar sobre a legislação, procurará sempre burlar as regras, pois é portador de uma personalidade inconseqüente e pouco se importa com aquilo que é justo.
O político sempre irá procurar atender de maneira impessoal às reivindicações da comunidade, sem que esteja pensando em alguma moeda de barganha. O politiqueiro também irá procurar atender, ainda que em menor escala de eficiência, às mesmas reivindicações, no entanto, certamente pedirá algo em troca.
O político, como todo e qualquer bom funcionário, trabalhará em silêncio, atuará com modéstia, perspicácia e dedicação. O politiqueiro, totalmente ao inverso, será misantropo, mesquinho, arrogante e pseudo-populista. O político irá aperfeiçoar suas qualidades e saberá reconhecer suas limitações. O politiqueiro será sempre mentiroso e inescrupuloso.
E assim, diletos leitores, iremos seguindo: o político é leal, o politiqueiro é traidor. O político não perde tempo com causas irrelevantes ou sem interesse social. Já o politiqueiro alimenta-se da intriga e das falsas palavras. O político jamais irá abrir mão de seus princípios, enquanto o politiqueiro simplesmente não tem princípio algum. O político pensa primeiro na comunidade, enquanto o politiqueiro, quando pensa, é egoísta. O político faz política, enquanto o politiqueiro faz politicagem.
Como se tudo isso não bastasse, o politiqueiro, tido como imitação barata de um bom político, não mede esforços financeiros para bancar assessores que vivem a freqüentar cerimônias, desde batizados até funerais, na tentativa de angariar votos e mais votos. Enfim, para que deixe de valer aquela máxima de que “todo povo tem o político que merece”, seria plausível uma melhor análise desse homens do povo, pois somente assim poderíamos ter o político que realmente merecemos.
Sim, e não paramos por aí. O político é aquele que trata da coisa pública como se fosse uma extensão de seu patrimônio. O politiqueiro não tem noção do que significa “coisa pública”, sendo que por diversas vezes, se desfaz desse patrimônio feito aquele filho pródigo.
Podemos observar ainda que o político se esforça para atender às reivindicações públicas, mas quando isso não se torna possível, assume seus fracassos. Em contrapartida, o politiqueiro é um homem de várias facetas, sendo que escolhe qual delas vai usar para se livrar de uma responsabilidade.
O político sempre irá procurar cumprir a legislação vigente, sobretudo quando entender que tais regras refletem o justo. Assim, caso entenda serem injustas tais regras, certamente irá lutar para modificá-las, aperfeiçoá-las ou mesmo extinguí-las. Do outro lado, o politiqueiro irá tripudiar sobre a legislação, procurará sempre burlar as regras, pois é portador de uma personalidade inconseqüente e pouco se importa com aquilo que é justo.
O político sempre irá procurar atender de maneira impessoal às reivindicações da comunidade, sem que esteja pensando em alguma moeda de barganha. O politiqueiro também irá procurar atender, ainda que em menor escala de eficiência, às mesmas reivindicações, no entanto, certamente pedirá algo em troca.
O político, como todo e qualquer bom funcionário, trabalhará em silêncio, atuará com modéstia, perspicácia e dedicação. O politiqueiro, totalmente ao inverso, será misantropo, mesquinho, arrogante e pseudo-populista. O político irá aperfeiçoar suas qualidades e saberá reconhecer suas limitações. O politiqueiro será sempre mentiroso e inescrupuloso.
E assim, diletos leitores, iremos seguindo: o político é leal, o politiqueiro é traidor. O político não perde tempo com causas irrelevantes ou sem interesse social. Já o politiqueiro alimenta-se da intriga e das falsas palavras. O político jamais irá abrir mão de seus princípios, enquanto o politiqueiro simplesmente não tem princípio algum. O político pensa primeiro na comunidade, enquanto o politiqueiro, quando pensa, é egoísta. O político faz política, enquanto o politiqueiro faz politicagem.
Como se tudo isso não bastasse, o politiqueiro, tido como imitação barata de um bom político, não mede esforços financeiros para bancar assessores que vivem a freqüentar cerimônias, desde batizados até funerais, na tentativa de angariar votos e mais votos. Enfim, para que deixe de valer aquela máxima de que “todo povo tem o político que merece”, seria plausível uma melhor análise desse homens do povo, pois somente assim poderíamos ter o político que realmente merecemos.
sábado, 9 de julho de 2011
por Lanny Gordin( instrumentista (guitarrista) e compositor brasileiro)
A partir de 2008, desenvolve a parceria "Kaoll & Lanny Gordin", projeto com o qual tem se apresentado constantemente nos principais espaços dedicados à cultura da música instrumental na capital/interior paulista e outros estados. O resultado é o lançamento do álbum "Auto-Hipnose" em 2010 distribuido pelo Selo Baratos Afins e com diversas citações na imprensa especializada. A banda é formada por Lanny Gordin e Bruno Moscatiello (Guitarras), Dokter Leo (Bateria), Carlos Fharia (Contrabaixo), Tiago Mineiro (Piano/Teclados) e Yuri Garfunkel (Flauta transversal) Lanny Gordin participou de álbuns de vários artistas, entre eles: Vange Milliet, Gal Costa (Fa-Tal, Gal a Todo Vapor), Caetano Veloso, Brazilian Octopus e Rodrigo Amarante e Gilberto Gil (Expresso 2222).
Discografia:
Discografia:
- 2001 Lanny Gordin
- 2004 Projeto Alfa, volume I e II
- 2006 Duos
- 2007 Lanny duos
- 2010 Kaoll & Lanny Gordin: Auto-Hipnose
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Por Adhemar de Campos ( músico, compositor e pastor auxiliar na Igreja Comunidade da Graça no Brasil)
Deus é musical e é a origem da música
O livro de Jó, no capítulo 38, versículos de 4 a 7, relata o momento sublime da criação. Lá estava o Todo-Poderoso “lançando os fundamentos da terra”. O versículo 7 nos traz a impressionante revelação de que havia música na criação: “…quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam…”
Deus é compositor
Até parece brincadeira, mas a verdade é que o texto bíblico nos revela ter havido um dia em que o Senhor Deus resolveu se comunicar com seu povo através de um cântico de sua autoria: “Escreverei para vós outros este cântico, e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me seja por testemunha contra os filhos de Israel” – Deuteronômio 31:19.
Deus é Criador de Instrumentos
“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom…” Gênesis 1:31. Lá estava o Éden, jardim de Deus. De acordo com Ezequiel 28:13-15, havia no Éden um lugar, mais precisamente um monte santo, onde um querubim especial tinha a responsabilidade do serviço musical. Para isso ele dispunha de alguns instrumentos, entre eles: pífaros e tambores, com os quais cumpria o propósito divino.
Outra importante revelação bíblica: “…a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estavam em ti; no dia em que foste criado foram preparados” – v. 13. Aqueles instrumentos foram preparados por alguém, certo? Quem foi este alguém? A resposta é: o Senhor Deus!
Quando o querubim foi colocado naquele lugar, encontrou tudo pronto. O Deus Todo-Poderoso já havia preparado para ele os instrumentos musicais.
Depois da obra da cruz, onde se deu a restauração espiritual e moral do homem, também foi restaurada a musicalidade divina. Davi declara que depois de ter sido tirado de um lago horrível, do poço de perdição, foi colocado sobre uma rocha (a figura de Cristo) e recebeu um cântico novo (Salmos 40:2-3).
Este cântico novo é a música divina presente no homem regenerado, e que agora faz parte de sua nova vida (Salmos 42:8), de seu relacionamento com Deus (Salmos 30:12), com os seus irmãos (Efésios 5:19) e de seu testemunho diante dos homens (Salmos 40:3; Salmos 126:2).
Agora entendemos o propósito divino com relação à música. Ela foi criada por Deus e colocada no homem para que este o adore com amor todos os dias e por toda a eternidade!
“Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras. Cantai ao Senhor, bendizei o seu santo nome; proclamai a sua salvação, dia após dia” – Salmos 96:1-2.
http://www.adhemardecampos.com.br/
O livro de Jó, no capítulo 38, versículos de 4 a 7, relata o momento sublime da criação. Lá estava o Todo-Poderoso “lançando os fundamentos da terra”. O versículo 7 nos traz a impressionante revelação de que havia música na criação: “…quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam…”
Deus é compositor
Até parece brincadeira, mas a verdade é que o texto bíblico nos revela ter havido um dia em que o Senhor Deus resolveu se comunicar com seu povo através de um cântico de sua autoria: “Escreverei para vós outros este cântico, e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-o na sua boca, para que este cântico me seja por testemunha contra os filhos de Israel” – Deuteronômio 31:19.
Deus é Criador de Instrumentos
“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom…” Gênesis 1:31. Lá estava o Éden, jardim de Deus. De acordo com Ezequiel 28:13-15, havia no Éden um lugar, mais precisamente um monte santo, onde um querubim especial tinha a responsabilidade do serviço musical. Para isso ele dispunha de alguns instrumentos, entre eles: pífaros e tambores, com os quais cumpria o propósito divino.
Outra importante revelação bíblica: “…a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estavam em ti; no dia em que foste criado foram preparados” – v. 13. Aqueles instrumentos foram preparados por alguém, certo? Quem foi este alguém? A resposta é: o Senhor Deus!
Quando o querubim foi colocado naquele lugar, encontrou tudo pronto. O Deus Todo-Poderoso já havia preparado para ele os instrumentos musicais.
Depois da obra da cruz, onde se deu a restauração espiritual e moral do homem, também foi restaurada a musicalidade divina. Davi declara que depois de ter sido tirado de um lago horrível, do poço de perdição, foi colocado sobre uma rocha (a figura de Cristo) e recebeu um cântico novo (Salmos 40:2-3).
Este cântico novo é a música divina presente no homem regenerado, e que agora faz parte de sua nova vida (Salmos 42:8), de seu relacionamento com Deus (Salmos 30:12), com os seus irmãos (Efésios 5:19) e de seu testemunho diante dos homens (Salmos 40:3; Salmos 126:2).
Agora entendemos o propósito divino com relação à música. Ela foi criada por Deus e colocada no homem para que este o adore com amor todos os dias e por toda a eternidade!
“Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras. Cantai ao Senhor, bendizei o seu santo nome; proclamai a sua salvação, dia após dia” – Salmos 96:1-2.
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sábado, 18 de junho de 2011
Por onde anda Loro Jones??
Loro Jones fala sobre sua nova banda, seu novo disco e o selo que vai fundar em Brasília
“Você não tem família, pula de hotel em hotel. A vida não se resume a uma conta bancária.” O momento, para ele, é de recomeço. Loro não quer tocar pelo dinheiro, em nome do sucesso. “Quero brincar. O rock, se fica sério, vira escravidão.”
No dia internacional do rock, Loro Jones deixa para trás os escândalos de Brasília. Ex-guitarrista do Capital Inicial, ele se apresenta, a partir das 22 horas, no Imagine Rock´n Lan, com Língua Solta e Sobrinhos do Capitão.
Loro traz a Banda do Além, formada por Rodrigo (vocal), Luiz (baixo) e seu filho Rafael (bateria). O estilo só pode ser o rock’n’roll. “Não sei fazer outra coisa”, diz. “Vou mostrar músicas novas e algumas do Capital, que também são minhas.”
As músicas novas fazem parte do CD que Loro e a Banda do Além gravaram no estúdio que ele montou no Distrito Federal. “O disco está pronto. Faltam detalhes, como a capa”, assegura. Ainda sem nome, o lançamento virá somente com faixas em português.
Loro é um defensor do rock brasileiro no que diz respeito ao idioma. “Tem bandas que cantam num inglês cósmico, que ninguém entende”, critica. “Eu não gosto de covers. Acho que cada banda tem que mostrar seu trabalho, não o trabalho dos outros. Senão, fica falso.”
A crítica ganha respaldo na edição mais recente do Porão do Rock, que aconteceu no fim de semana em Brasília. Segundo Loro, além de falhas na organização, o festival deixou de alavancar bandas novas. “Fui ver Dr. Sin e Pitty, mas, no geral, ficou tudo na panelinha.”
Rouco, por causa do frio que chegou mais cedo no Planalto Central, ele fala com dificuldade sobre a intenção de transformar o estúdio num selo. “Eu quero trabalhar com a molecada, mas não tenho preconceito com nenhum estilo.” Afirma que as portas estão abertas para grupos de samba e pagode e bandas gospel, entre outras.
“Sempre tem alguma coisa boa em todas as áreas. Sempre se pode aprender alguma coisa boa com músicos de todas as áreas.” Loro prova que não é intransigente. Mas sua proposta é dar especial atenção para os novos talentos do rock e do pop.
Porque, na cabeça dele, as cópias são produzidas em série no rock nacional. “Tem muita bobeira na mídia e muita gente interessante sem espaço”, alerta. Loro acredita que o mercado deveria acolher a figura do caça-talentos. Como o olheiro no futebol.Função que ele pretende exercer quando fundar o selo.
O estúdio foi montado logo depois que Loro saiu do Capital Inicial. Atitude pouco compreendida. No ano 2000, a banda escalava, mais uma vez, os degraus do sucesso, com o disco Acústico MTV.
A pergunta não quer calar e Loro explica seus motivos. “Acabou o tesão”, resume. “Encheu o saco.” Ele afirma que continua amigo da turma do Capital. “Toquei com eles há pouco tempo.” Mas ataca a estrutura gigante que envolve os ex-companheiros.
“A gravadora faz cobranças e o empresário quer te pôr na estrada. Estou com 44 anos, tenho 25 de carreira, passei da idade de virar fantoche”, desfere. A falta de tempo para ficar com o filho teve peso definitivo.
“Você não tem família, pula de hotel em hotel. A vida não se resume a uma conta bancária.” O momento, para ele, é de recomeço. Loro não quer tocar pelo dinheiro, em nome do sucesso. “Quero brincar. O rock, se fica sério, vira escravidão.”
“Você não tem família, pula de hotel em hotel. A vida não se resume a uma conta bancária.” O momento, para ele, é de recomeço. Loro não quer tocar pelo dinheiro, em nome do sucesso. “Quero brincar. O rock, se fica sério, vira escravidão.”
No dia internacional do rock, Loro Jones deixa para trás os escândalos de Brasília. Ex-guitarrista do Capital Inicial, ele se apresenta, a partir das 22 horas, no Imagine Rock´n Lan, com Língua Solta e Sobrinhos do Capitão.
Loro traz a Banda do Além, formada por Rodrigo (vocal), Luiz (baixo) e seu filho Rafael (bateria). O estilo só pode ser o rock’n’roll. “Não sei fazer outra coisa”, diz. “Vou mostrar músicas novas e algumas do Capital, que também são minhas.”
As músicas novas fazem parte do CD que Loro e a Banda do Além gravaram no estúdio que ele montou no Distrito Federal. “O disco está pronto. Faltam detalhes, como a capa”, assegura. Ainda sem nome, o lançamento virá somente com faixas em português.
Loro é um defensor do rock brasileiro no que diz respeito ao idioma. “Tem bandas que cantam num inglês cósmico, que ninguém entende”, critica. “Eu não gosto de covers. Acho que cada banda tem que mostrar seu trabalho, não o trabalho dos outros. Senão, fica falso.”
A crítica ganha respaldo na edição mais recente do Porão do Rock, que aconteceu no fim de semana em Brasília. Segundo Loro, além de falhas na organização, o festival deixou de alavancar bandas novas. “Fui ver Dr. Sin e Pitty, mas, no geral, ficou tudo na panelinha.”
Rouco, por causa do frio que chegou mais cedo no Planalto Central, ele fala com dificuldade sobre a intenção de transformar o estúdio num selo. “Eu quero trabalhar com a molecada, mas não tenho preconceito com nenhum estilo.” Afirma que as portas estão abertas para grupos de samba e pagode e bandas gospel, entre outras.
“Sempre tem alguma coisa boa em todas as áreas. Sempre se pode aprender alguma coisa boa com músicos de todas as áreas.” Loro prova que não é intransigente. Mas sua proposta é dar especial atenção para os novos talentos do rock e do pop.
Porque, na cabeça dele, as cópias são produzidas em série no rock nacional. “Tem muita bobeira na mídia e muita gente interessante sem espaço”, alerta. Loro acredita que o mercado deveria acolher a figura do caça-talentos. Como o olheiro no futebol.Função que ele pretende exercer quando fundar o selo.
O estúdio foi montado logo depois que Loro saiu do Capital Inicial. Atitude pouco compreendida. No ano 2000, a banda escalava, mais uma vez, os degraus do sucesso, com o disco Acústico MTV.
A pergunta não quer calar e Loro explica seus motivos. “Acabou o tesão”, resume. “Encheu o saco.” Ele afirma que continua amigo da turma do Capital. “Toquei com eles há pouco tempo.” Mas ataca a estrutura gigante que envolve os ex-companheiros.
“A gravadora faz cobranças e o empresário quer te pôr na estrada. Estou com 44 anos, tenho 25 de carreira, passei da idade de virar fantoche”, desfere. A falta de tempo para ficar com o filho teve peso definitivo.
“Você não tem família, pula de hotel em hotel. A vida não se resume a uma conta bancária.” O momento, para ele, é de recomeço. Loro não quer tocar pelo dinheiro, em nome do sucesso. “Quero brincar. O rock, se fica sério, vira escravidão.”
sexta-feira, 29 de abril de 2011
por Jeferson Torres(guitarrista, compositor e professor de música,bacharel em artes cênicas pela Universidade Estadual de Londrina)
Não há motivos para estudar música, já que não quero ser músico:
Foi o que já ouvi da boca de alguns. Convenhamos que há lá uma certa lógica na construção da idéia: músico é aquele que trabalha com música, sendo, pois, irrelevante o estudo da música àqueles que não tem o objetivo de ganhar seu pão tocando um instrumento musical.
Não obstante o silogismo que conclui o parágrafo anterior demonstre justificação, sua razão obscurece a ignorância que reflete. Só alguém que ignora o objeto mesmo da teoria musical, da harmonia, do contraponto e de outros assuntos relacionados ao universo musical poderia considerar inútil o estudo da música a quem não quer ser músico. Poderia aprofundar-me na questão, fazendo uso, para tal, de uma série de argumentos históricos ou filosóficos, mas prefiro, por ora, apelar a uma experiência prática. Proponho ao leitor que feche seus olhos e, por um minuto, atente-se aos sons que o rodeiam.
Estou redigindo este texto no cômodo mais silencioso de minha residência. O vazio sonoro é tal, que confesso ter percebido a suspensão dos tec-tecs de meu teclado. Apostaria com quem pudesse que, neste exato momento meu vizinho está assistindo Tv, e um carro passo na rua em frente de casa. Mas mais do que qualquer som externo, que revelou-me um universo em nunca-findo movimento, surpreendi-me com meu próprio som-movimento: minha respiração, um tímido ranger de dentes, o pé que levemente arrastou-se pelo chão ensaiando um passo. Estou redigindo este texto no cômodo mais silencioso de minha residência, e constato que o silêncio, de fato, não existe. Nada de novo. John Cage, submetido a uma câmara especial construída para impedir a manifestação de qualquer som, confessou ter ouvido atentamente o ritmo de seu batimento cardíaco durante a experiência. Cage compôs a peça musical 1:44: um minuto e quarenta e quatro segundos de silêncio, nos quais o espectadores eram convidados a ouvirem o som a sua volta. O público, neste caso, converte-se em compositor da obra musical.
Percebam, pois, que a proposta do presente texto não é nada original. Poderíamos observar o ocorrido com maior profundidade: o contraponto rítmico dos tic-tacs do teclado contra o batimento cardíaco, a melodia imprecisa do falar; a harmonia geométrica das cores num quadro de Kandinski, ou a melodia solitária de um traço num quadro minimalista; ou, ainda, num caso diverso, o caos polifônico da Babél pós-moderna: o som do metrô chegando corta o blá-blá-blá dos anônimos que se degladiam contra o tempo no curto espaço da porta do trem.
Ainda assim, a maioria continuará surda à música que a contém, e quando ligar o rádio, ou deixar a tv ligada, será apenas para ter algum som que lhe anestesie a solidão. Em algum lugar alguém se pergunta: mas pra que estudar música se não quero ser músico ? O pior surdo é aquele que não quer ouvir.
Jeferson Torres
Jeferson Torres é guitarrista, compositor e professor de música. É autor da trilogia Tudo sobre técnica aplicada à guitarra solo. Também desenvolveu trabalhos no teatro e é bacharel em artes cênicas pela Universidade Estadual de Londrina e blogueiro: www.casadaguitarra.blogspot.com e www.artistaemconstrucao.blogspot.com .
domingo, 10 de abril de 2011
por Ricardo Oliveira (Guitarrista profissional,formado no IGT. Atualmente trabalha com AULAS, GRAVAÇÕES, WORKSHOPS e com a banda de Rock Gospel KHARTAZ ).
E ae pessoal, sou Ricardo Oliveira, moro na capital de SP e toco guitarra desde os 17 anos.
Conheci a guitarra de verdade quando ouvi o CD Indiferença do Oficina G3 em 1996 e fiquei apaixonado pelos riffs e solos do Juninho Afran, logo comprei minha primeira guitarra Eagle e minha primeira pedaleira Zoom 505 que vinha acompanhado de um vídeo (VHS) do guitarrista Edu Ardanuy, desde então nunca tinha visto um guitarrista tocar tanto como ele, não entendia nada daquilo mas tinha uma paixão enorme em fazer aqueles solos e ficava ouvindo todos os dias tentando tirar de ouvido (rss...). Coloquei na cabeça que um dia iria fazer aulas com ele.
Depois de um tempo descobri a revista Cover Guitarra e isso me ajudou a dar os meus primeiros passos no estudo da guitarra, pois na época eu não tinha dinheiro para pagar uma aula e passei a estudar muito tempo sozinho assistindo vídeo aulas e perguntando aos amigos buscando mais e mais aprender coisas novas. Logo comecei meu ministério na Igreja tocando no grupo de jovens e cresci muito musicalmente, me lembro de ficar as noites acordado só para assistir um programa da Igreja Renascer em Cristo (SP) chamado Clip Gospel só para conhecer novos guitarristas e bandas, sou grato a Deus por isso, mas meu sonho sempre foi ter uma banda de Rock Gospel igual ao Oficina G3, orei muito e busquei isso incansávelmente.
Bom, o tempo passou e tive o privilégio de conhecer e estudar com o grande guitarrista e amigo Edu Ardanuy no IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia - SP), e trabalho profissionalmente com minha banda de Rock Gospel (KHARTAZ) onde estamos lançando nosso primeiro CD " Começar do zero", sonho mais que realizado.
Trabalho também fazendo Workshops, gravações e Free lancer.
Sou professor de guitarra em uma escola de música na região e tenho o privilégio de ser Endorsee da Ledur Music e outras marcas como Sygnia, Capcase, Lost Dog.
Sou professor de guitarra em uma escola de música na região e tenho o privilégio de ser Endorsee da Ledur Music e outras marcas como Sygnia, Capcase, Lost Dog.
Influências: Edu Ardanuy, Juninho Afran, Kiko Loureiro, Faíska, Mozart Mello, Rob Marcello, Andy Timmons, Guthrie Govan, Malmsteem, Satriani, Lincoln Brewster, Greg Howe, Rex Carroll, Tony Palacious etc.
E-mail: ricardoigt@hotmail.com
TWITTER: http://twitter.com/ricardo_estu
Site da banda:
Clique no link para adicionar banda khartaz no orkut :
sexta-feira, 1 de abril de 2011
por Andracula Vox (vocalista da banda HECATOMIC)
DEATH METAL
O death metal é uma das diversas ramificações do heavy metal. Surgiu simultaneamente em várias partes do mundo, como EUA, Brasil e Suécia, na década. O estilo tem raízes no Thrash metal, porém ele apresenta mais agressividade que seu antecessor, letras com temas niilistas, sobre violência, morte e sobre a fragilidade da vida humana.
Características do estilo
§ O vocal gutural é uma das características mais notáveis das bandas de death metal. Os vocais normalmente em geral são guturais graves (podendo ter algumas variações para guturais agudos, o vocal scream), porém algumas bandas usam vocal rasgados como o Possessed.
§ A bateria é mais cadenciada e faz uso intensivo da técnica de "Blast Beat" (técnicas herdadas do grindcore) que emite um som semelhante ao de uma "metralhadora”, ou então batida bate-estaca, similar a do Hardcore porém mais acelerada.
§ Guitarras bem distorcidas e baixas com andamentos bem acelerados
§ As letras das bandas do estilo possuem temas mórbidos relacionados com a morte, violência, filmes de terror, filosofia, batalhas épicas e outros.
Origem do termo
A origem do termo death metal é controversa, assim como qual seria a primeira banda do gênero. Consta que a primeira aparição do termo foi numa entrevista com o Venom. Quando perguntados sobre que tipo de música eles tocavam, os membros do grupo responderam: "Nós somos black metal, death metal, thrash metal...". Uma outra aparição pioneira do termo foi a coletânea Death Metal(1984), lançada pela gravadora alemã Noise. Ela incluía canções do Helloween, Hellhammer e Running Wild. Também em 1984 o Possessed lançou sua demo denominada death metal, antecessor do álbum Seven Churches, álbum clássico de 1985. O nome da demo vinha da música homônima que participava da demo mas assim como as outras três músicas da demo ficaram conhecidas com o lançamento do Cd no ano seguinte. Apesar disso, a banda se auto-intitulava thrash metal na época.
Em relação às bandas, na Europa o Bathory, o Sodom e Celtic Frost tomaram o termo para si. Nos Estados Unidos surgiam o Mantas (futuro Death) e o Master. A última tinha gravado um disco para a gravadora Combat em 1985; porém nunca foi lançado. Apesar disso, as demonstrações do Master foram bastante influentes no underground americano, assim como o Deathstrike, projeto paralelo do líder da primeira banda.
História do death metal
Anos 80: A primeira geração
O death metal surgiu no início dos anos 80, quando as bandas primordiais estavam sendo montadas, por volta de 1982 bandas como Hellhammer, Sodom, Possesed e Death estavam iniciando suas atividades, a princípio o death metal tinha como influencias básicas o thrash metal praticado por bandas como Venom, Warfare, Atomkraft, Tank, Voivod, Living Death, e o hardcore punk de bandas como GBH, Agnostic Front, Dissension, D.R.I. e Discharge. Em 1984 o Sodom lança o In The Sign Of Evil, um disco bem cru com uma sonoridade oscilando entre death metal e black metal. Em 1985 o Possessed Lança o Seven Churches grande clássico do gênero, considerado por muitos o primeiro álbum de death metal, no mesmo ano Sairiam Endless Pain (Kreator), Bestial Devastation (Sepultura) e Hell Awaits (Slayer).
O ano de 1986 certamente foi o ano definivo do death metal, pois nesse ano começam a surgir álbuns cada vez mais rapidos e com sonoridades cada vez mais viscerais, o death metal mostrava sua força e que veio para ficar. Muitos consideram Reign in Blood do Slayer, como influencia principal para tudo o que se viria a chamar death metal depois desse lançamento, apesar de comumente considerarem Slayer uma banda de thrash metal, esse álbum mostrava características fortes de death metal em faixas como Angel of Death, Necrophobic e Jesus Saves, foi considerado na época um álbum de death metal. Outros álbuns marcantes daquele ano foram Pleasure to Kill (Kreator), Antes do Fim (Dorsal Atlantica), Morbid Visions (Sepultura), Obssesed by Cruelty (Sodom), Scream Bloddy Gore (Death), Bloody Vengeance (Vulcano), Power of Darkness (Minotaur).
Por volta de 1987 as cenas com mais adeptos do gênero eram na Alemanha com Sodom, Kreator, Minotaur, Poison (não confundir com o Poison americano, que é glam metal), no Brasil comMutilator, Holocausto, Sepultura, Sarcófago, Dorsal Atlântica e Vulcano, e nos EUA com Possessed, Death e Sadus. Em 1987 o Napalm Death lança o Scum mostrando ao mundo um grindcorecheio blast beats, que viria a influenciar e muito as bandas surgidas a partir de então.
Em 1989 o Terrorizer lança o World Downfall, álbum que oscila entre death metal e grindcore, considerado por muitos um dos pioneiros do Brutal Death Metal. Nesse mesmo ano o Morbid Angellançaria o Altars of Madness, considerado um dos maiores clássicos do death metal, esse disco reforça características que se tornaram marcantes no death metal com o passar dos anos como vocal gutural, timbragem grave e blast beats, também foi considerado um marco pelo acréscimo de técnica instrumental diferente das bandas mais antigas, que faziam um som mais cru e direto.
Anos 90: A segunda geração
A segunda geração foi de fato a responsável pela afirmação e notoriedade do death metal na cena underground atual. Com caracteríticas mais agressivas e vicerais, devido a influência herdada do grindcore já no fim dos anos 90, novas bandas surgiram já rotuladas como death metal, diferente da década de 80 onde as bandas que começaram a formação do death metal eram bandas de thrash que incorporavam certas características que não correspondiam ao thrash metal e que tornavam o som mais agressivo.
Dentre as características que equalizaram o death metal noventista, destacamos, guturais extremamente graves, baixa afinação das guitarras, uso intenso de blast beats (característica herdada do grindcore), melhora considerável nas técnicas musicais, dentre outras muitas características que são evidenciadas nas vertentes que surgiram a partir dessa evolução do death metal. Dentre as bandas pioneiras dessa nova geração, podemos destacar: Carcass, Morbid Angel, Cannibal Corpse,Calvary Death, Obituary, Bolt Thrower e Death. Essas bandas lançaram álbuns que se tornaram referência dentro da cena, como os álbuns Symphonies of Sickness e Necroticism Descanting Insalubrious da banda Carcass, com temática gore, guturais extremamente graves e um som revolucionador com muita técnica e velocidade aliadas.
Sub-gêneros
Blackened death metal
O blackened death metal possui uma temática preponderantemente "satânica", este sub-gênero mistura elementos da sonoridade death metal com o black metal. Isso pode incluir: alternância entre vocal e "rasgado"; maior ênfase na técnica musical (diferente da crueza padrão do Black metal); e a inclusão ocasional de riffs mais "melódicos" que o black metal, e mais sombrio nos climas que o death metal. É intermediário entre os estilos, não propriamente uma sub-divisão do death metal simplesmente.
Algumas bandas: Angelcorpse, Bathory, Behemoth, Dissection, Frost Like Ashes, Blasphemy, Zyklon, Belphegor, Crionics e Sarcófago, Imperium of Iblis
Brutal death metal
O Brutal Death Metal é o estilo mais extremo do Death Metal,bandas como Krisiun,Nile,Suffocation,Immolation,Incantation, Sepsism, Pyrexia entre outros grandes nomes, são grandes precursores deste genero,o estilo é caracterizado por um vocal extremamente gutural, com letras cantadas de forma lenta seguindo os riffs da guitarra e com bruscas mudanças de tempo.
Algumas bandas: Suffocation, Prostitute Disfigurement, Pyaemia, Condemned, Hate Eternal, Nile, Devourment, Disgorge, Mortician, Azarath, Lost Soul, Crimson Thorn, Skinless, Queiron, Muldjord, Imperious Malevolence, Krisiun
Arch Enemy, uma das mais conhecidas bandas de death metal melódico.
Death metal melódico
O death metal melódico apresenta mais melodia e harmonias nas guitarras. Musicalmente, um resgate do NWOBHM ou uma incorparação dos riffs mais "melódicos" do Doom-death metal, acelerando-os. Este subgênero foi associado originalmente ao Carcass que, no disco Heartwork, influenciou as maiores bandas do estilo.
O death metal melódico apresenta mais melodia e harmonias nas guitarras. Musicalmente, um resgate do NWOBHM ou uma incorparação dos riffs mais "melódicos" do Doom-death metal, acelerando-os. Este subgênero foi associado originalmente ao Carcass que, no disco Heartwork, influenciou as maiores bandas do estilo.
Algumas bandas: Carcass, Amon Amarth, At the Gates, Dark Tranquillity, Hypocrisy, Arch Enemy, Darkest Hour, In Flames, Eucharist, Scar Symmetry,DevilDriver, Immortal Souls, Sonic Syndicate e Children of Bodom.
Death metal progressivo
O death metal progressivo (ou Progressive Death/Prog Death) incorpora as características de mudança de tempos e ritmos do metal progressivo, porém alterna entre o vocal gutural com a instrumental mais distorcida e agressiva para vocais limpos, ritmo desacelerado, violões, entre outros.
Algumas bandas: Edge of Sanity, Opeth, Pantokrator,Pan-Thy-Moniume Hypocrisy...
Death metal técnico
O death metal técnico é um estilo partilhado por poucas bandas porém muito influente. O foco é a complexidade musical e a técnica instrumental. Às vezes mostra forte influência do jazz.
Death metal técnico
O death metal técnico é um estilo partilhado por poucas bandas porém muito influente. O foco é a complexidade musical e a técnica instrumental. Às vezes mostra forte influência do jazz.
Algumas bandas: Atheist, Dying Fetus, Cryptopsy, Indwelling, Cynic, Divine Heresy, Nocturnus, Death, Necrophagist, Nile, Capharnaum, Beneath the Massacre, Hour of Penance, Viraemia,A Loathing Requiem, Hateprison, Beyond Creation, The Red Shore e Brain Drill.
Death/Doom
O death/doom é um sub-gênero que, em princípio, misturava o doom metal "tradicional" do Candlemass e Trouble com o metal extremo do Death e Morbid Angel. Essa mistura incorpora os andamentos lentos, o clima melancólico e os riffs inspirados em Black Sabbath, do Doom, juntando-os à velocidade, os vocais guturais e os riffs atonais do deathmetal.Algumasbandas: Incantation, Antestor, Anathema, My Dying Bride, Frailty, Amorphis, Acid Witch, Alone Stale e Necros Christos
Deathgrind
O deathgrind é um gênero de fusão do brutal death metal com o grindcore, com influências do deathcore. É uma nova tendência que tem ganhando boa notoriedade dentro da cena do death metal atual, com bandas como Waking the cadaver, The Partisan Turbine e Misericordiam. O estilo tem como principais caracteristicas, andamentos extremamente rápidos da bateria, guitarras distorcidas e que emitem um som abafado, riffs variantes, que ora são rápidos e acelerados, ora são mais lentos e cadenciados, músicas de curta duração, em algumas bandas notamos a presença de breakdownse vocal pig squeal oriundo do grindcore. As letras das músicas geralmente abordam temas relacionados à morte, multilação, doenças patológicas e em algumas bandas pornografia e sexo explícito.
Deathcore
Com o aumento da popularidade do metalcore, traços modernos deste estilo têm sido usados no death metal. Bandas como Job for a Cowboy, Impending Doom (US), The Red Chord e Suicide Silencecombinam metalcore com influências de death metal. Características do death metal tais como o andamento rápido e dinâmico na bateria (incluindo a metranca), baixa-sintonia das guitarras, "distorções" e vocais guturais são combinados com riffs mais lentos, candenciados e "quebradas". No caso de alguns grupos, como Despised Icon e Bring Me the Horizon, temas líricos são menos centrados em morte e violência, e mais em questões pessoais, como a solidão e a condição humana. Este híbrido de metalcore/death metal é frequentemente referido como deathcore.
http://hecatomic-deathmetal.blogspot.com/
Death/Doom
O death/doom é um sub-gênero que, em princípio, misturava o doom metal "tradicional" do Candlemass e Trouble com o metal extremo do Death e Morbid Angel. Essa mistura incorpora os andamentos lentos, o clima melancólico e os riffs inspirados em Black Sabbath, do Doom, juntando-os à velocidade, os vocais guturais e os riffs atonais do deathmetal.Algumasbandas: Incantation, Antestor, Anathema, My Dying Bride, Frailty, Amorphis, Acid Witch, Alone Stale e Necros Christos
Deathgrind
O deathgrind é um gênero de fusão do brutal death metal com o grindcore, com influências do deathcore. É uma nova tendência que tem ganhando boa notoriedade dentro da cena do death metal atual, com bandas como Waking the cadaver, The Partisan Turbine e Misericordiam. O estilo tem como principais caracteristicas, andamentos extremamente rápidos da bateria, guitarras distorcidas e que emitem um som abafado, riffs variantes, que ora são rápidos e acelerados, ora são mais lentos e cadenciados, músicas de curta duração, em algumas bandas notamos a presença de breakdownse vocal pig squeal oriundo do grindcore. As letras das músicas geralmente abordam temas relacionados à morte, multilação, doenças patológicas e em algumas bandas pornografia e sexo explícito.
Deathcore
Com o aumento da popularidade do metalcore, traços modernos deste estilo têm sido usados no death metal. Bandas como Job for a Cowboy, Impending Doom (US), The Red Chord e Suicide Silencecombinam metalcore com influências de death metal. Características do death metal tais como o andamento rápido e dinâmico na bateria (incluindo a metranca), baixa-sintonia das guitarras, "distorções" e vocais guturais são combinados com riffs mais lentos, candenciados e "quebradas". No caso de alguns grupos, como Despised Icon e Bring Me the Horizon, temas líricos são menos centrados em morte e violência, e mais em questões pessoais, como a solidão e a condição humana. Este híbrido de metalcore/death metal é frequentemente referido como deathcore.
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