quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dica do Dia com Bob Wyatt

Barney Kessel

Barney Kessel (Muskogee, Oklahoma, 17 de outubro de 19236 de maio de 2004) foi um guitarrista de jazz norte-americano.
Aos dezesseis anos começou a tocar guitarra influenciado pelo estilo de Charlie Christian, seu grande ídolo. Aos dezenove anos mudou-se para Los Angeles onde rapidamente se estabeleceu entre os grandes músicos da cidade.
Em 1973 formou com os guitarristas Herb Ellis e Charlie Byrd o grupo Great Guitars. Em 1983 fez seu debut em Nova Iorque como líder.
Em 1992 sofreu um infarto que o forçou a dedicar-se somente a dar aulas e no início de 2001 foi diagnosticado um câncer no cérebro, que causou sua morte em 2004.
Em entrevista ao jornalista Jotabê Medeiros - 21 de setembro de 2008 (Estadão), Eumir Deodato citou que Barney Kessel influenciou diversos músicos da Bossa Nova, dentre os quais ele mesmo e João Gilberto. O disco que mais marcou no Brasil foi o de Barney Kessel e Julie London, publicado pela Musidisc.

Barney Kessel - Autumn Leaves (1979)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Festival de Ourinhos

Luiz Gonzaga deu o tom e Dominguinhos seguiu a melodia da sanfona. Mais do que aprender, o discípulo inovou a arte do mestre! Dominguinhos deu à sanfona sotaques novos e diferentes. Não abandonou o baião do seu padrinho, mas também não deixou de passear em outras praias da música brasileira. O trabalho de Dominguinhos é mais uma prova de que pouco importa o sotaque ou origens quando trata de fazer música. No Universo dos sons e dos ritmos o que conta mesmo é a sensibilidade, responsável pela emoção, e o talento, capazes de transformar idéias e conceitos em obras de arte.

José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 1941 e começou a tocar e compor aos oito anos de idade, passando pela sanfoninha de 08, 48, 80 e 120 baixos.

Em 1950 conheceu Luiz Gonzaga, indo para o Rio de Janeiro em 1954 e ganhou do Rei do Baião uma sanfona de presente, passando, em seguida, enfim, a fazer parte da vida de Luiz Gonzaga, tendo gravado, inclusive, no ano de 1956, o seu primeiro CD com o Rei do Baião. Em 1964 gravou o primeiro LP na Cantagalo de Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo. Passou pelas gravadoras: Polygram, RCA (hoje BMG), Continental, RGE e atualmente Velas, tendo mais de quarenta discos entre LPs e CDs.  Como músico já atuou com outros grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e etc.

Como autor tem gravado com quase todos os nomes da MPB, tendo canções como “Eu Só Quero Um Xodó” (Dominguinhos/Anastácia), “Gostoso Demais” (Dominguinhos/Nando Cordel), “Lamento Sertanejo” (Dominguinhos/Gilberto Gil), “De Volta Pro Aconchego” (Dominguinhos/Nando Cordel), “Isso Aqui Ta Bom Demais” (Dominguinhos/Nando Cordel), “Tantas Palavras” (Dominguinhos/Chico Buarque), entre outras grandes composições deste grande artista ímpar da nossa música.

Um músico é a síntese de diferentes elementos como talento, inspiração, força de vontade, perseverança e oportunidade. Uma mistura que resulta em arranjos e harmonias. No caso de Dominguinhos, essa composição surgiu a partir da origem Nordestina, na luta por uma vida digna, do temperamento calmo e da disposição em assimilar novas informações. A isso se juntaram os temperos brasileiros tradicionais, as pitadas de sonhos modestos que habitam o mundo do povo.

Ao lado da identificação com as imagens, Dominguinhos exerce seu oficio tocando também outros ritmos. Talento e a habilidade lhe garantiram autonomia para trilhar diversas veredas musicais, sem que, no entanto, isso tenha significado, em momento algum, abandono de suas raízes essencialmente nordestinas.

Esses são os ingredientes mais constantes na trajetória de Dominguinhos. Tendo como pano de fundo um grande talento, eles compõem o quadro da vida de um dos importantes artistas brasileiros da atualidade.

http://www.ourinhosfestivaldemusica.com.br/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vanera

 A origem da Vanera é no ritmo cubano Habanera, que é como era grafado o ritmo. Da Habanera para atual Vanera, várias modificações foram feitas, na grafia e no andamento bem mais rápido, para se tornar bailável. Ao longo de mais de três décadas, os conjuntos de baile gaúchos (fandangos) vêm desenvolvendo com sua experiência e criatividade vários padrões rítmicos em seus instrumentos típicos: acordeon, guitarra, baixo, bateria e pandeiro. Quer em suas apresentações ao vivo ou em suas gravações. A Vanera conquistou um espaço privilegiado nos bailes gaúchos, sendo hoje, presença marcante e obrigatória em qualquer Fandango que se preze.

Vanera

Thaís Fonseca & Marcelo Campos dia 29 de julho