quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Boa Musica

Ensino da Música - Nas Escolas Brasileiras



De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), o ensino da música tem por objetivos gerais abrir espaço para que os alunos possam se expressar e se comunicar através dela, bem como promover experiências de apreciação e abordagem em seus vários contextos culturais e históricos. Sabendo disso explicaremos como se dá cada objetivo e a metodologia que o professor deve utilizar, para esta última destacamos atividades que achamos relevantes diante do estudo proposto.

Objetivos

O primeiro objetivo, como anteriormente citado, é a comunicação e a expressão pela música que se dão através da interpretação, improvisação e composição. O professor deve utilizar como metodologia atividades que favoreçam esse processo. Tais como, trazer para sala de aula interpretações de musicas já existentes, para que os alunos possam vivenciar o processo de expressão individual e grupal, não se esquecendo de fazer conexões com a localidade e a identidade cultural dos alunos, permitindo-lhes também improvisar, compor, observar e analisar suas estratégias e de seus colegas nas atividades de produção.
O segundo objetivo é a apreciação da música que se dá pela escuta, envolvimento e compreensão da linguagem musical. O professor deve, por exemplo, promover uma discussão e um levantamento de critérios sobre a possibilidade de determinadas produções sonoras serem ou não músicas, para que a partir daí ele possa explicar as linguagens musicais; dar espaço para que os alunos possam escutar diversos estilos de música e pedir que eles percebam as características expressivas e de intencionalidade dos compositores e intérpretes dessas músicas.
O terceiro objetivo é a abordagem da música em vários contextos culturais e históricos que se dá através da expressão musical de vários povos em diferentes épocas.

Metodologia

A metodologia que o professor pode utilizar é trazer para sala de aula diferentes músicas e a partir delas instigar a curiosidade dos alunos indagando-os sobre a que cultura elas pertencem e a partir daí traçar as suas características. Assim como, deve ser incentivada e motivada a criatividade dos alunos no ato da elaboração e interpretação por meio da música ou de outra manifestação artística.
Então, após o estudo desses objetivos concluímos que eles abrangem de forma eficiente os aspectos que devem ser abordados em sala de aula, já que envolvem tanto a teoria, como a prática e contexto, promovendo um estudo mais completo sobre a música.

Bibliografia:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: arte/ Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

BLUES

A GAITA NO BLUES

A harmônica, ou simplesmente gaita, como é apelidada no Brasil, é o "menor" dos instrumentos musicais. Dessa excentricidade física, surge talvez o fascínio que esse instrumento quase invisível exerce nas pessoas. Meu objetivo ao elaborar essa apostila é ampliar os horizontes dos futuros gaitistas mostrando os principais recursos e possibilidades desse instrumento. Como no aprendizado de qualquer outro instrumento, a harmônica requer dedicação e disciplina. Leva-se algum tempo para desenvolver a memória muscular específica para dominar até mesmo as mais elementares técnicas, tais como soprar e aspirar uma única nota de cada vez.

Fazendo parte da família dos instrumentos de palheta livre inspirados em antigos instrumentos chineses como o shang, a harmônica foi inventada por um relojoeiro alemão, Christian Bushman, em 1821 e desenvolvida por um fabricante de instrumentos da Bohemia chamado Richter. Chegou à era da produção em massa através do também relojoeiro e renomado homem de negócios Mathias Hohner.

Devido ao seu baixo custo, ele rapidamente se popularizou, chegando nos Estados Unidos na época da Guerra Civil, onde foi incorporada pelos afro-americanos, que com o passar do tempo foram descobrindo suas reais potencialidades. Criada na Alemanha, a gaita diatônica encontrou solo fértil nos Estados Unidos, onde o instrumento foi um dos alicerces da formação de um estilo musical que viria transformar toda música do século XX, o blues.

A harmônica é um dos mais misteriosos instrumentos no que se refere ao seu aprendizado e às infinitas nuances possíveis de interpretação. Em primeiro lugar, o papel da visão é totalmente diverso do aprendizado de piano, sax, guitarra e da grande maioria dos instrumentos. A grande maioria das ações acontece dentro do nosso corpo, onde a visão em nada pode nos ajudar. No caso da harmônica cromática já existem algumas metodologias de ensino mais convencionais, em geral seguindo estruturas semelhantes às do aprendizado de outros instrumentos. Já na harmônica diatônica, os métodos costumam ser bastante limitados.

Os instrumentos e a música estão em constante evolução. A cada dia, novos músicos incorporam diferentes técnicas e inovações. É praticamente impossível definir o que é certo e o que é errado em termos de técnicas empregadas, tipos de embocadura e formas diferentes de se produzir sons. O próprio termo harmônica diatônica nos parece impróprio, já que os recursos do instrumento estão de fato muito além da escala diatônica.

Vida de músico

Instrumentos Musicais citados na biblia

ALAÚDE– Instrumento de corda, semelhante à viola. É a tradução da vulgar palavra hebraica nebel. Nebel é a maior parte das vezes traduzido pelo termo saltério. As cordas eram tocadas com os dedos (Isaías 5.12; 14.11; Amós 5.23; 6.5)

SALTÉRIO – Instrumento de cordas para acompanhar a voz (Salmo 33.2; 144.9). Era uma espécie de alaúde, semelhante à viola, mas de forma triangular ou trapezoidal;
CÍMBALOS – Instrumentos de percussão formados por dois pratos;
TAMBORINS– Pequenos tambores. Ainda hoje as mulheres do Oriente dançam ao som do tamborim. (ver: Êxodo 15.20; 2 Samuel 6.5; Jó 21.12);
HARPA – É o mais antigo instrumento musical que se conhece, existindo já antes do dilúvio (Gênesis 4.1). A palavra hebraica kinnor, que se acha traduzida por harpa, significa provavelmente a lira. Os hebreus faziam uso dela, não só para as suas devoções, mas também nos seus passatempos. Nas suas primitivas formas parece ter sido feita de osso e da concha de tartaruga. Que a harpa era um instrumento leve na sua construção, claramente se vê no fato de ter Davi dançado enquanto tocava, assim como também fizeram os levitas (1 Samuel 16.23; e 18.10). Não era usada em ocasiões de tristeza (Jó 30.31; Salmo 137.2).
GAITA DE FOLES – Daniel 3.5, 15
PÍFARO – Jó 21.12; Daniel 3.5

BUZINA – Jó 21.12; 30.31
CÍTARA – Daniel 3.5

PANDEIRO – 2 Samuel 6.5

TROMBETAS – Números 10.9,10; 2Cr 5.12; Isaías 27.13

TAMBOR – Gênesis 31.27; 1 Samuel 10.5

                        Pintura num vaso grego antigo que representa uma lição de música (510 a.C.)